sábado, 29 de março de 2014
DIA INTERNACIONAL DO AUTISMO
DIA 2 DE ABRIL DIA INTERNACIONAL DO AUTISMO
https://docs.google.com/forms/d/1IBAkXlGylWCiHXGJOqjvo-OJWwIMYacE1ZYKHDKfjHI/viewform
segunda-feira, 17 de março de 2014
EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ - ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM CONSTRUÇÃO
A
pessoa com surdez tem muitos obstáculos a transpor para realmente participar da
educação escolar. Há mais ou menos dois séculos, existe um embate político
entre os gestualistas e os oralistas, na qual responsabilizam o sucesso ou o
fracasso escolar com base na adoção de uma ou de outra concepção com suas
práticas pedagógicas específicas.
Se analisarmos à evolução da história desses alunos, percebemos
o quanto avançou no cumprimento dos direitos das pessoas com surdez. Assim,
Damázio e Ferreira (2010), mencionam que:
“Nossa
intenção é interpretar a pessoa com surdez, à luz do pensamento pós-moderno,
como ser humano descentrado, por acreditar no corpo biológico, não em sua parte
com a deficiência, mas nas outras, que dão à pessoa potencialidade; além de
considerar que esse ser não é no todo surdo, mas há uma parte com surdez (...)”
Vários autores e pesquisadores nos trouxeram pesquisas que
auxiliam na educação de alunos com surdez na escola comum, valorizando as
diferenças no convívio social e o reconhecimento do potencial de cada ser
humano.
Porém, ainda segundo Damázio, “(...) as
pessoas com surdez precisam de mais do que apenas uma língua (mesmo esta sendo
de fundamental importância), precisam de ambientes educacionais estimuladores,
que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva”.
A nova política
de educação no Brasil, na perspectiva inclusiva, as discussões se voltam para
as práticas de ensino e aprendizagem nas escolas, para que apresentem caminhos
consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez. Não se trata
de separar as pessoas com ou sem deficiência, mas ao contrário, valorizar e
trabalhar as potencialidades do corpo e da mente humana, tornando essa pessoa
capaz, como sêr com consciência, pensamento e linguagem.
Surge nova
perspectiva de proposta de uma educação bilíngue, assegurada pelo Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma
formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais (sua
primeira língua) e a Língua Portuguesa (segunda língua, na modalidade escrita),
constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas ocorra de
forma simultânea no ambiente escolar, em turmas de alunos surdos e ouvintes,
colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.
A
Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com
surdez, tem passado por reflexões para se construir uma prática pedagógica que
se volte para o desenvolvimento das potencialidades das pessoas com surdez, em
todos os ambientes. E para fazer com que as escolas estejam preparadas para participar
de uma rede social, cultural e de saberes. Devemos lembrar que a perspectiva
inclusiva rompe fronteiras, territórios, quebra preconceitos e procura dar ao
ser humano com surdez, amplas possibilidades sociais e educacionais.
De
acordo com Damázio e Ferreira, o bilinguismo, muitas vezes, dá lugar ao
bimodalismo; não se leva em conta a abordagem bilíngue de modo a considerar as
pessoas em seus graus de surdez.
Ao oportunizar ambientes propícios para as pessoas
com surdez trabalharem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta acesso
ao conhecimento e da falha processo educativo, estaremos exaltando o seu
potencial humano.
Atendimento Educacional Especializado para pessoas
com surdez, por meio da Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva
Inclusiva, disponibiliza serviços e recursos. Como atendimento Educacional
Especializado em Libras na Escola Comum; Atendimento Educacional Especializado
para o ensino de Libras e Atendimento Educacional Especializado para ensino de
Língua Portuguesa. O atendimento oferece novas possibilidades para as pessoas
com surdez, para as quais Libras e a Língua Portuguesa escrita são línguas de
comunicação e instrução. É necessário pensar
em redes interligadas, sem hierarquização de conteúdos, mas com uma ação
dependente entre o pensar e o fazer pedagógico. Em ambientes adequados que auxiliem
o professor e o aluno com surdez a interagirem com a sala de aula comum, a
partir de novas práticas pedagógicas.
Referência
Bibliográfica
Coletânea UFC-MEC/2010: A
Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento
Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.
Assinar:
Postagens (Atom)
