Deficiência Múltipla e a
Surdocegueira
“Nós não devemos deixar
que a incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas
habilidades” ( Hallahan e Kauffman,1994)
Deficiência Múltipla
Segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro
1989 define-se Deficiência Múltipla como: A associação, na mesma pessoa, de
duas ou mais deficiências primárias, de ordem física, intelectual, auditiva e
visual. Com o comprometimento que causam consequências no desenvolvimento
global e sua capacidade adaptativa.
Em 2000 Orelove e Sobsey, definem
DMU: As pessoas com Deficiência Múltipla são indivíduos com comprometimento
acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimento no domínio motor
ou no domínio sensorial (visão ou audição) e que requerem apoio permanente,
podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.
O MEC define em 2006 a
Deficiência Múltipla: É o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de
ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. Essas
deficiências não possuem uma dependência entre si. E podem apresentar- se: *
Física e psíquica, *Sensorial e psíquica, * Física, psíquica e sensorial.
Surdocegueira
Segundo a definição dada pelo
Instituto Benjamim Constant, do Rio de Janeiro: É quando uma pessoa tem a perda
substancial da visão e da audição e o comprometimento simultâneo de ambos os sentidos
varia de pessoa para pessoa. Há indivíduos com surdocegueira que têm audição
residual e até a fala, nos casos que a surdez evoluiu depois de o indivíduo já
ter adquirido a linguagem oral.
Para Olson em 1995: “Uma pessoa
que tenha deficiências visuais e auditivas de grau de tal importância, que esta
dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e afete suas
possibilidades de trabalho, é denominada surdocega”.
Necessidades Básicas: Na Deficiência Múltipla
e ou Surdocegueira
A inclusão de pessoas com deficiências múltiplas e com
surdocegueira na escola comum. Deve ser realizada de forma a dar oportunidades necessárias
segundo as dificuldades apresentada pelo individuo. Para que esses alunos participem
das atividades nas escolas comuns, devemos desenvolver estratégias e recursos para
realizar, nos atendimentos educacionais especializados e em diversos segmentos
da sociedade. Vale lembrar que, quanto mais cedo forem estimulados,
maiores são as chances de a criança adquirir comportamentos sociais adequados e
usar os sentidos remanescentes com o melhor aproveitamento possível, potencializando assim as suas
habilidades e auxiliando sua inclusão.
Deficiência Múltipla
Apresenta necessidades: As mais frequentes são as necessidades
físicas e médicas apresentando saúde mais frágil com pouca resistência física. Geralmente
limitações sensoriais ( visual e auditiva), problemas com deglutição e
mastigação. Nas emoções, as necessidades de afeto, atenção, estabelecer
relações afetivas, sociais e de confiança. Nas educativas, apresenta limitações
no acesso ao ambiente e grande dificuldade em dirigir atenção para estímulos relevantes,
na interpretação e generalização de informações.
As estratégias para aquisição da comunicação: O aluno deve ter a
oportunidade de realizar o AEE para que tenha acesso às estratégias e aos
recursos que necessita para desenvolver a sua comunicação, autonomia e participação
na sociedade. Receber o apoio, aceitação da família, obtendo assim condições favoráveis
em um modelo de colaboração na qual a comunicação é primordial para organizar
sua vida, tanto na saúde como nas suas interações sociais. Sabemos que a chave
para o sucesso na comunicação é a motivação.
Surdocegueira
Apresenta necessidades: De desenvolver
um modo de aprendizado que auxilie a visão e audição e permita o relacionamento
com o mundo. Por isso, explorar as potencialidades dos sentidos remanescentes
(tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção, tanto na
escola, quanto fora dela. Adequação dos ambientes que participa para
desenvolver sua comunicação e mobilidade. Apoio de interpretes ou de um sistema
de comunicação adequado. Parceria entre a família, escola, AEE e todos os
profissionais envolvidos.
As estratégias para aquisição da
comunicação:
Uma das
opções de comunicação para o surdocegos pós-simbólicos consiste no sistema “Braille
Tátil”. A pessoa nessa técnica utiliza as mãos para sentir os movimentos da
boca, do maxilar e a vibração da garganta do falante, e consegue interpretar o
que é dito. No AEE devemos elaborar e executar estratégias, recursos e
atividades que auxiliem o surdocego pré-simbólico, o uso do tato para antecipar
algumas sensações e permitir que perceba a forma dos objetos, associando-os a
funções correlatas-a escova de dente indica um momento de higiene, a orientação
e propicia um conforto maior para a criança.
Referências Bibliográficas:
BOSCO,
Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea
UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência
Múltipla (2010). Capítulo 4 - A escola comum e o aluno com surdocegueira.
Capítulo 5 - Deslocamento em trajetos. Capítulo 6 - Pessoa com surdocegueira.
ROWLAND Charity e SCHWEIGERT
Philip - Soluções Tangíveis para
Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão:
Shirley R. Maia - 2013.
SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com
Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion
para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002.
Godfrey, Gretchen Um Guia para os Pais: Desenho Universal
para a Aprendizagem, Centro ALIANÇA de Assistência Técnica 2003, tradução
ACESS0 2012 - Projeto Horizonte.
Ikonomdis,
Vula – Texto: Deficiência Múltipla Sensorial.
Site
da revista Nova Escola: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/surdo-cegueira-deficiencia-multipla-inclusao-636397.shtml