domingo, 29 de junho de 2014

Análise comparativa entre o texto “O modelo dos modelos” de Italo Calvino e o AEE


  O autor sugere uma mudança de pensamento durante um período. Ao início deste período criou-se uma regra em que: Primeiro criava-se um modelo ideal de indivíduo, então analisava-se a adaptação do individuo as situações a que era exposto, e por fim fazia-se as correções, para aproximar ao máximo o modelo idealizado com a realidade. Porém, aos poucos, indivíduos com diferenças em relação ao modelo ideal já não eram tido como problema, pois se via uma possibilidade de combinações de modelos diferentes para que se chegasse ao indivíduo mais adaptado. Porém a realidade a que eles tentavam se adaptar está em constante mudança, e é diferente em cada momento e em cada lugar no espaço.
  Logo chegou-se a conclusão de que não é possível se idealizar modelos ideias, pois não somos padronizáveis. Que não há certo e errado nas individualidades. E que devemos estar preparados para que cada indivíduo tenha suas habilidades potencializadas, e assim se adapte melhor ao ambiente em que esta inserido. 
  No trabalho que desenvolvemos no AEE, observamos que não é possível ter modelos ideais e sim uma diversidade de pessoas com suas habilidades e características diferentes. O AEE tem um objetivo, que é de realizar a inclusão dos alunos respeitando o seu histórico e ambiente onde esta inserido. 

domingo, 1 de junho de 2014

Atividades de Matemática


                             



1) CADA CRIANÇA RECEBE UMA CAIXA DE OVOS NUMERADA E MASSINHA:

                   


 Sugestões:
  •  Ditado diferente: a professora dita o número, as crianças fazem bolinhas na quantidade que a professora ditou e colocam no número que representa esta quantidade; 
  • Operações: a professora passa uma operação de adição no quadro, as crianças fazem as bolinhas referentes às quantidades (em cores diferentes) e colocam as bolinhas no numeral que representa a resposta;
  •  Em duplas: cada criança recebe uma cor de massinha e a dupla recebe um dado; cada criança joga o dado e representa sua quantidade com bolinhas e coloca no numeral correspondente; Estipula-se o número de jogadas; (pode ser jogado com 1 ou 2 dados)
  •  Treinando a leitura de numerais: a professora escreve por extenso o número no quadro, as crianças devem ler e representar com bolinhas colocando o resultado na caixa de ovos; 
  • Cada criança recebe duas cores de massinha, a professora dita um número e a criança deve representá-lo utilizando dois espaços da caixa; (nº5 = 3+2);



 2)TRABALHANDO GRÁFICO COM MASSINHA DE MODELAR:







 



 Três maneiras de trabalhar:

* A criança conta o número de vezes que aparece cada animal no quadro e marca com bolinhas de massinha as quantidades;
 * A criança tampa cada animal com a mesma cor de massinha e conta quantas bolinhas utilizou e marca com uma tira de massinha o número de quadradinhos necessários;
* A criança conta direto o número de animais e marca com a massinha direto no gráfico;
Dependendo do nível da criança quantidades até 5 ou até 10;
Depois explora-se o gráfico:
 * Quantos animais com a mesma quantidade?
 * Qual animal aparece mais vezes?
 * Menos vezes?
* Se juntarmos o cachorro e o gato quantos animais teremos?
* Quantos animais possuem asas? * Quantos possuem 4 patas? 2 patas?


 As atividades postadas são atividades de recursos e estratégias em baixa tecnologia que podem apoiar o aluno com TGD em seu desenvolvimento. O Foco está na ampliação e aquisição de conceitos em matemática. A execução das atividades descritas pode ser realizadas, em sala de aula, na sala de recursos multifuncionais ou em casa como tarefa. Realizei a escolha destas atividades que copiei do face book de minha colega Estella Garmatter e já explorei em minha sala de recursos multifuncionais.
 Professora da Sala de Recursos Multifuncionais  Maria Márcia.

domingo, 20 de abril de 2014

Surdocegueira e a Deficiência Múltipla



Deficiência Múltipla e a Surdocegueira  

Nós não devemos deixar que a incapacidades das pessoas nos impossibilitem de reconhecer as suas habilidades” ( Hallahan e Kauffman,1994)

Deficiência Múltipla
Segundo a Lei 7.853, de 24 de outubro 1989 define-se Deficiência Múltipla como: A associação, na mesma pessoa, de duas ou mais deficiências primárias, de ordem física, intelectual, auditiva e visual. Com o comprometimento que causam consequências no desenvolvimento global e sua capacidade adaptativa.
Em 2000 Orelove e Sobsey, definem DMU: As pessoas com Deficiência Múltipla são indivíduos com comprometimento acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimento no domínio motor ou no domínio sensorial (visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.
O MEC define em 2006 a Deficiência Múltipla: É o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. Essas deficiências não possuem uma dependência entre si. E podem apresentar- se: * Física e psíquica, *Sensorial e psíquica, * Física, psíquica e sensorial.
 
Surdocegueira
Segundo a definição dada pelo Instituto Benjamim Constant, do Rio de Janeiro: É quando uma pessoa tem a perda substancial da visão e da audição e o comprometimento simultâneo de ambos os sentidos varia de pessoa para pessoa. Há indivíduos com surdocegueira que têm audição residual e até a fala, nos casos que a surdez evoluiu depois de o indivíduo já ter adquirido a linguagem oral.
Para Olson em 1995: “Uma pessoa que tenha deficiências visuais e auditivas de grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e afete suas possibilidades de trabalho, é denominada surdocega”.  

Necessidades Básicas:  Na Deficiência Múltipla e ou Surdocegueira
 
A inclusão de pessoas com deficiências múltiplas e com surdocegueira na escola comum. Deve ser realizada de forma a dar oportunidades necessárias segundo as dificuldades apresentada pelo individuo. Para que esses alunos participem das atividades nas escolas comuns, devemos desenvolver estratégias e recursos para realizar, nos atendimentos educacionais especializados e em diversos segmentos da sociedade. Vale lembrar que, quanto mais cedo forem estimulados, maiores são as chances de a criança adquirir comportamentos sociais adequados e usar os sentidos remanescentes com o melhor aproveitamento possível, potencializando assim as suas habilidades e auxiliando sua inclusão.

Deficiência Múltipla
Apresenta necessidades: As mais frequentes são as necessidades físicas e médicas apresentando saúde mais frágil com pouca resistência física. Geralmente limitações sensoriais ( visual e auditiva), problemas com deglutição e mastigação. Nas emoções, as necessidades de afeto, atenção, estabelecer relações afetivas, sociais e de confiança. Nas educativas, apresenta limitações no acesso ao ambiente e grande dificuldade em dirigir atenção para estímulos relevantes, na interpretação e generalização de informações.
As estratégias para aquisição da comunicação: O aluno deve ter a oportunidade de realizar o AEE para que tenha acesso às estratégias e aos recursos que necessita para desenvolver a sua comunicação, autonomia e participação na sociedade. Receber o apoio, aceitação da família, obtendo assim condições favoráveis em um modelo de colaboração na qual a comunicação é primordial para organizar sua vida, tanto na saúde como nas suas interações sociais. Sabemos que a chave para o sucesso na comunicação é a motivação.


Surdocegueira
Apresenta necessidades: De desenvolver um modo de aprendizado que auxilie a visão e audição e permita o relacionamento com o mundo. Por isso, explorar as potencialidades dos sentidos remanescentes (tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção, tanto na escola, quanto fora dela. Adequação dos ambientes que participa para desenvolver sua comunicação e mobilidade. Apoio de interpretes ou de um sistema de comunicação adequado. Parceria entre a família, escola, AEE e todos os profissionais envolvidos.
As estratégias para aquisição da comunicação: Uma das opções de comunicação para o surdocegos pós-simbólicos consiste no sistema “Braille Tátil”. A pessoa nessa técnica utiliza as mãos para sentir os movimentos da boca, do maxilar e a vibração da garganta do falante, e consegue interpretar o que é dito. No AEE devemos elaborar e executar estratégias, recursos e atividades que auxiliem o surdocego pré-simbólico, o uso do tato para antecipar algumas sensações e permitir que perceba a forma dos objetos, associando-os a funções correlatas-a escova de dente indica um momento de higiene, a orientação e propicia um conforto maior para a criança.


Referências Bibliográficas:

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 4 - A escola comum e o aluno com surdocegueira. Capítulo 5 - Deslocamento em trajetos. Capítulo 6 - Pessoa com surdocegueira.

ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip - Soluções Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeo. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia - 2013. 

SERPA, Ximena Fonegra, Comunicação para Pessoas com Surdocegueira. Tradução do livro Comunicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia 2002

Godfrey, Gretchen Um Guia para os Pais: Desenho Universal para a Aprendizagem, Centro ALIANÇA de Assistência Técnica 2003, tradução ACESS0 2012 - Projeto Horizonte.

Ikonomdis, Vula – Texto: Deficiência Múltipla Sensorial.

Site da revista Nova Escola: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/surdo-cegueira-deficiencia-multipla-inclusao-636397.shtml

segunda-feira, 17 de março de 2014

O SAPO

 Vale a pena assistir :


https://www.youtube.com/watch?v=DID_ojhCkjY

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ - ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM CONSTRUÇÃO

                       


     A pessoa com surdez tem muitos obstáculos a transpor para realmente participar da educação escolar. Há mais ou menos dois séculos, existe um embate político entre os gestualistas e os oralistas, na qual responsabilizam o sucesso ou o fracasso escolar com base na adoção de uma ou de outra concepção com suas práticas pedagógicas específicas.
     Se analisarmos à evolução da história desses alunos, percebemos o quanto avançou no cumprimento dos direitos das pessoas com surdez. Assim, Damázio e Ferreira (2010), mencionam que:
            “Nossa intenção é interpretar a pessoa com surdez, à luz do pensamento pós-moderno, como ser humano descentrado, por acreditar no corpo biológico, não em sua parte com a deficiência, mas nas outras, que dão à pessoa potencialidade; além de considerar que esse ser não é no todo surdo, mas há uma parte com surdez (...)”
    Vários autores e pesquisadores nos trouxeram pesquisas que auxiliam na educação de alunos com surdez na escola comum, valorizando as diferenças no convívio social e o reconhecimento do potencial de cada ser humano.
          Porém, ainda segundo Damázio, “(...) as pessoas com surdez precisam de mais do que apenas uma língua (mesmo esta sendo de fundamental importância), precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva”.
   A nova política de educação no Brasil, na perspectiva inclusiva, as discussões se voltam para as práticas de ensino e aprendizagem nas escolas, para que apresentem caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez. Não se trata de separar as pessoas com ou sem deficiência, mas ao contrário, valorizar e trabalhar as potencialidades do corpo e da mente humana, tornando essa pessoa capaz, como sêr com consciência, pensamento e linguagem.
Surge nova perspectiva de proposta de uma educação bilíngue, assegurada pelo Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, que determina o direito de uma formação da pessoa com surdez, em que a Língua Brasileira de Sinais (sua primeira língua) e a Língua Portuguesa (segunda língua, na modalidade escrita), constituam línguas de instrução, e que o acesso às duas línguas  ocorra de forma simultânea no ambiente escolar, em turmas de alunos surdos e ouvintes, colaborando para o desenvolvimento de todo o processo educativo.
     A Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com surdez, tem passado por reflexões para se construir uma prática pedagógica que se volte para o desenvolvimento das potencialidades das pessoas com surdez, em todos os ambientes. E para fazer com que as escolas estejam preparadas para participar de uma rede social, cultural e de saberes. Devemos lembrar que a perspectiva inclusiva rompe fronteiras, territórios, quebra preconceitos e procura dar ao ser humano com surdez, amplas possibilidades sociais e educacionais.
     De acordo com Damázio e Ferreira, o bilinguismo, muitas vezes, dá lugar ao bimodalismo; não se leva em conta a abordagem bilíngue de modo a considerar as pessoas em seus graus de surdez.
Ao oportunizar ambientes propícios para as pessoas com surdez trabalharem o seu potencial, as marcas do déficit, da falta acesso ao conhecimento e da falha processo educativo, estaremos exaltando o seu potencial humano.
Atendimento Educacional Especializado para pessoas com surdez, por meio da Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva, disponibiliza serviços e recursos. Como atendimento Educacional Especializado em Libras na Escola Comum; Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras e Atendimento Educacional Especializado para ensino de Língua Portuguesa. O atendimento oferece novas possibilidades para as pessoas com surdez, para as quais Libras e a Língua Portuguesa escrita são línguas de comunicação e instrução. É necessário pensar em redes interligadas, sem hierarquização de conteúdos, mas com uma ação dependente entre o pensar e o fazer pedagógico. Em ambientes adequados que auxiliem o professor e o aluno com surdez a interagirem com a sala de aula comum, a partir de novas práticas pedagógicas.

Referência Bibliográfica
        Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.